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13/08/08  , Valor Económico
Variedade de mamona encontrada em Córdoba na Espanha obedece critérios da ANP brasileira
 

Pesquisadores da EMBRAPA estão a espera da oportunidade de visitar os pesquisadores do Instituto de Agricultura Sostenible de Córdoba, na Espanha que descobriram uma variedade de mamona com menor viscosidade que as conhecidas no Brasil e que possibilitaria a utilização para o biodiesel.

Atualmente, em razão da viscosidade do óleo das mamonas existentes no Brasil o biodiesel somente pode compor-se de até 15% de mamona, segundo o professor da Universidade do Paraná, Luiz Pereira Ramos. A ANP em março baixou resolução estabelecendo critérios para classificar o biodiesel com o intuito de evitarem-se danos aos motores dos veículos e com isso, a mamona, por sua viscosidade, não atende a alguns dos critérios fixados pelo órgão.

Além da Embrapa, também a Petrobrás Biocombustível estaria interessadas nas pesquisas do Instituto espanhol ligado ao Ministério da Ciência e Inovação daquele país, porém, apesar das tratativas iniciadas, não existe qualquer compromisso formal de colaboração entre as partes.

O pesquisador da Embrapa-algodão disse que mesmo sendo estabelecida a cooperação entre Embrapa e o Instituto de Agricultura Sostenible, os resultados seriam aproveitas dentro de oito a dez anos, isso porque as variedades espanholas teriam que passar por processo de adaptação aos solos e climas brasileiros além de ser necessários cruzá-las com as espécies aqui conhecidas que têm algumas vantagens que as espanholas não possuem e que são a ela superiores.

Hoje a mamona tem seu óleo vendido para a produção de óleo de rícino para a indústria química em maior quantidade que para a indústria de biocombustível. Esse quadro poderia ser revertido com o sucesso das pesquisas da nova variedade espanhola no país.

 

 
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