Com os estragos causados pela crise na Europa, cada vez mais as empresas espanholas encontram na América Latina sua "tábua de salvação". Este continente vem permitindo tornarem-se grandes empresas multinacionais. Atualmente, os paises latinoamericanos possibilitam às multinacionais espanholas entre um terço e metade de seu faturamento anual: BBVA obtém 49% de seus faturamento graças a seus negócios na região, Telefónica 37%, Santander e Endesa 30%, segundo o Observatorio de Multinacionais na América Latina - OMAL.
Este movimento das empresas espanholas em direção ao mercado latinoamericano iniciou-se durante a segunda metade dos anos 90 quando, graças ao tamanho e o capital que acumularam com as privatizações e fusões na Espanha, a empresas espanholas se expandiram para a América Latina. Desde o princípio, estas desenharam estratégias para amortizar rapidamente seus investimentos porém não tiveram o sucesso imediato que esperavam, já que tiveram que fazer frente a vários conflitos regionais. Segundo a OMAL, o êxito das multinacionais espanholas foi conseguido graças ao apoio do Governo espanhol, através dos créditos e apoios econômicos para a internacionalização. Assim, as multinacionais espanholas alcançaram uma posição de liderança econômica regional nos setores de telecomunicações, instituições financeiras, hidrocarburetos e eletricidade. Como resultado, o faturamento das empresas espanholas aumentaram de forma espetacular: entre 2004 e 2007, a média do aumento dos ganhos globais das oito maiores multinacionais espanholas foi de 150%. Ao longo dos últimos anos, as multinacionais espanholas diversificaram e ampliaram seus investimentos e deram um salto a outros mercados como Estados Unidos, China e África, entrentanto, segundo desta a OMAL, a América Latina continua sendo um eixo central de seus negócios.
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